Tipografia II: Classificação das Fontes Tipográficas

Tipografia II - Classificação das Fontes Tipográficas

A tipografia refere-se à arte de criar grafias (escrita) para compor um texto e dar forma a ele. O objetivo principal da tipografia é dar ordem estrutural e uma “cara” à comunicação escrita para que ela seja visualmente envolvente.

Esse interesse visual é decorrente do processo de diagramação, onde cabe ao design organizar em um mesmo espaço diferentes textos e/ou imagens, de modo que haja harmonia entre os elementos.

O primeiro passo para se conseguir criar uma atmosfera apropriada que intensifique a mensagem que você deseja passar, é a escolha adequada da fonte tipográfica a ser usada para montar uma composição.

Esse trabalho visual não é fácil de ser realizado, pois muitas vezes as fontes mais criativas, ou as fontes que possuem mais destaque e, portanto, chamarão mais facilmente a atenção do leitor, nem sempre são as fontes mais legíveis e indicadas para o tema proposto.

É necessário que a estrutura do tipo escolhido converse diretamente com o conteúdo abordado, facilitando seu entendimento, além de providenciar um conforto aos olhos de quem lê. O padrão anatômico do tipo é a principal característica para classificarmos uma fonte e enquadrá-la a um estilo. Cada fonte tem um estilo e, consequentemente, esse estilo diferencia e agrega personalidade às criações.

Abaixo, fizemos um pequeno levantamento contextual para ajudá-lo a fazer a escolha correta de sua fonte e emplacar ótimos resultados para seus investimentos.

Classificação das fontes tipográficas:


Na tipografia as fontes são classificadas tradicionalmente de acordo com a sua principal característica anatômica: as serifas. Desse modo, podemos classifica-las em 4 grandes grupos:

1. Com Serifa (serifadas)
2. Sem Serifa
3. Cursivas ou Manuscritas
4. Decorativas

Se você deseja relembrar a Anatomia dos Tipos e outros conceitos tipográficos, indicamos que leia o artigo:

SERIFADAS


fontes serifadas

De caráter fundamentalmente estético e ornamental, as serifas são um detalhe antigo adicionado às estruturas das fontes. São baseadas nos desenhos das escritas manuais e correspondem a pequenas extensões aplicadas nas extremidades dos caracteres, as quais podem assumir formas diferentes de acordo com o contexto histórico em que foram criadas.

Funcionalmente, esse prolongamento dos caracteres tende a guiar o nosso olhar através do texto, dando um efeito de união entre as palavras, fator que facilita a leitura, principalmente quando se trata de textos corridos.

Esse fenômeno ocorre porque o ser humano percebe as palavras em blocos ópticos ao invés de letras individuais, desse modo, qualquer elemento que faça com que nossos olhos tenham a sensação de continuidade, melhora a legibilidade textual.

SEM SERIFA


fontes sem serifa

A grafia com a ausência de serifa nasceu no ano de 1816 pelas mãos da casa fundidoda Caslon. Por ser inserida em um período histórico em que se usavam tradicionalmente fontes com serifas quadradas, esse novo tipo de desenho era considerado sem estética e, portanto, eram chamadas pelos alemães de Steinsschriften ou Grotesk.

Destinadas primordialmente para a confecção de cartazes e textos curtos (não corridos), esse tipo de fonte é perfeita para a exibição de textos em telas, pois transmitem a sensação de limpeza, clareza e organização, fatores primordiais para atrair o visitante à leitura.

CURSIVAS


fontes cursivas

Também chamadas de fontes manuscritas, as fontes de caráter cursivo são aquelas que mimetizam a escrita tradicional desenvolvida manualmente. Influenciadas pela Idade Média, seu desenho sugere tradição, classe, elegância e antiguidade.

Essa classe de fontes é utilizada majoritariamente em trabalhos gráficos que desejam passar a imagem de sofisticação, como convites de casamento e certificados. Por serem muito rebuscadas e cheias de ornamentos, não são fontes indicadas para escrever textos corridos.

DECORATIVAS


fontes decorativas

Quando as fontes não se enquadram em nenhuma das classificações acima, fugindo completamente das características de estrutura mencionadas, podemos considerá-la uma fonte do tipo decorativa.

Os tipos decorativos são fáceis de identificar, pois entre essa classe de fontes encontramos características comuns como a temática, ousadia e criatividade. Apesar de muito divertidas e chamativas, o seu uso deve exigir certo cuidado, pois você deve garantir que ela se enquadra ao tema abordado.

Por serem muito específicas, não são indicadas para trabalhos que demandem uma essência sóbria e séria, assim como para composições que tenham muita informação, ou textos corridos. São ideais para uso em títulos comemorativos, por exemplo.

Taxonomia tipográfica:


A maioria das famílias tipográficas nasceu influenciada por um determinado contexto histórico e, a origem na qual foi fundamentalmente baseada, nos ajuda a compreender o conceito por trás de cada caligrafia, bem como nos auxilia a justificar nossas opções de escolha para determinados projetos.

Por possuírem um enquadramento também histórico, podemos encontrar variações de fontes dentro de um mesmo grupo. A partir daí, assim como na biologia, as fontes tipográficas podem ser classificadas hierarquicamente em ordens taxonômicas, de modo que os grupos são definidos com base em suas características comuns.

Em resumo:

Taxonomia tipográfica

Destinaremos um post especificamente para destrinchar cada uma dessas classificações no seu enquadramento histórico que você poderá conferir no link que será disponibilizado mais tarde.


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